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Cooperativa promove oficinas

 

Em novembro de 2003, a Cooperativa, em parceria com a Oficina Cultural Oswald de Andrade, ministrou oito oficinas diferentes, com o objetivo de aprimorar o conhecimento de atores, técnicos, diretores e outros profissionais do teatro. Foram cerca de 130 profissionais inscritos, cujos currículos foram analisados pelos profissionais que ministraram as oficinas.

Em mais uma parceria com a Secretaria Estadual da Cultura, a Cooperativa ocupou a Oficina Cultural Oswald de Andrade durante todo o mês de novembro, de terça a sexta-feira. Ali aconteceu grande parte das oficinas, cada uma com duração de quatro horas semanais (duas vezes por semana).

Para Chico Cabrera, presidente da Cooperativa Paulista de Teatro, "além de ajudar profissionalmente, esses encontros são muito importantes para o cooperativismo e para a organização dos grupos, inclusive para discutir leis e saídas para o teatro".

Os assuntos abordados pelas oficinas foram os mais diversificados: Oficina de Canto (ministrada por Carlos Zimbher), Oficina de Voz (por Lúcia Gayotto), Oficina de Interpretação (por Renata Zhaneta), Oficina de Dramaturgia (por Reinaldo Maia), Oficina de Produção (por Ney Piacentini), Oficina de Corpo (por Fernando Neves), Oficina de Direção (por Roberto Lage) e Oficina de Luz (por Toninho Rodrigues), esta ministrada no Teatro Eugênio Kusnet.

 

 

A Oficina de Luz, por exemplo, recebeu alunos iniciantes e de nível médio, que, segundo Toninho Rodrigues, já tinham alguma experiência na área. Por isso, sua oficina contou com uma introdução sobre a história da iluminação no teatro, além de passar conceitos diferenciados sobre o tema. "O primeiro passo é ter uma noção do assunto, para depois haver pesquisa e aprimoramento a respeito", diz Rodrigues.

"Mas tem de haver uma continuação, pois, para falar de iluminação, dezesseis horas é pouco tempo. O assunto é tão vasto que, para um curso mais específico seriam necessárias cerca de 60 horas", afirma.

Alex Aureliano Nogueira, que participou da oficina ministrada por Rodrigues, concorda. "É importante ter mais oficinas, para termos contato com outros profissionais e nos aprimorarmos. Se houvesse uma oficina de seis meses, ainda teríamos o que aprender", diz.

Nogueira ficou sabendo da existência das oficinas pelos informes que recebe da Cooperativa e escolheu a de iluminação por esta ser a área em que atua há cerca de três anos. "Uma oficina ministrada pela Cooperativa é sinônimo de qualidade. Afinal, a Cooperativa acompanha nosso dia-a-dia, lá conhecemos grandes profissionais que estão próximos de nós, alunos das oficinas", afirma.

Nogueira acredita que as oficinas foram muito importantes para os técnicos, pois tiveram um "conteúdo bom, passado de maneira bem acessível a todos". "A equipe que ministra é muito boa, e esse encontro é importante para nos reciclarmos, trocarmos experiências informalmente, com dicas cotidianas".

Para ele, o grande diferencial dessa oficina foi a ênfase nas questões práticas, unida ao embasamento teórico. "Como não há uma escola ou um curso específico para o iluminador, a formação desses técnicos depende dessas iniciativas, que deveriam ser mais freqüentes e constantes", diz Nogueira.

Se depender da boa repercussão dessa iniciativa, certamente outras oficinas virão.

 

Por Renata de Albuquerque

 

 

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