CARTA ABERTA DOS ARTISTAS EM LUTA
mar18

CARTA ABERTA DOS ARTISTAS EM LUTA

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Ocupar e resistir
mar04

Ocupar e resistir

Em Perus, no extremo da Zona Norte de São Paulo, o acesso à Cultura é restrito. Cerca de 85 mil pessoas vivem nesse bairro, no entanto, não há praticamente nenhum espaço cultural – até agora. No dia 20 de fevereiro, diversos coletivos se uniram para transformar uma casa abandonada da região na Ocupação Artística Canhoba. O espaço seria destinado à leitura se os planos da Prefeitura Municipal de São Paulo progredissem, porém a construção não foi concluída e o imóvel se tornou inóspito, com vidros quebrados e mato alto ao redor. Depois de quatro dias com a “mão na massa”, os artistas mudaram o lugar, com o objetivo de criar um espaço cultural gerido pelo Grupo Pandora de Teatro, que atua há mais de 10 anos na região. “Esse espaço vem na demanda dos artistas locais querendo um lugar e dos moradores não aguentarem mais um espaço abandonado na frente da sua casa que incita a violência, que é perigoso, que você começa a não querer nem passar em frente, fica receoso… Os moradores chegam aqui e falam ‘Nossa! Aqui era um lugar que eu não passava nem na frente, agora eu me sinto convidado a entrar e ver o que vocês tão fazendo’”, conta Lucas Vitorino, do Grupo Pandora. A receptividade dos moradores tem ajudado muito o dia-a-dia da ocupação, pois os vizinhos têm doado água e energia elétrica. “Já se disponibilizaram para dar dinheiro, pedra, que vai precisar… Está em vias do nosso projeto acontecer já, mais rápido do que a gente imaginava inclusive, porque a gente conseguiu doação das cadeiras, da arquibancada, do piso, a tela de cinema a gente vai conseguir também…”, explica Thalita Duarte, do Grupo Pandora. O grupo, que até então não tinha onde guardar cenários e se reunir com a frequência necessária, foi formado em Perus e tem construído um forte vínculo com o bairro em seus onze anos de história. Um de seus espetáculos, “Relicário de Concreto”, é inspirado nas memórias dos trabalhadores da Fábrica de Cimento Portland Perus e na Greve dos Queixadas, que ocorreu na Fábrica e durou sete anos. Lucas comenta: “Meu avô trabalhou nessa fábrica, então eu pesquisei muita coisa na minha família sobre a história desses trabalhadores. Outros netos, filhos ou viúvas de queixada (que são os trabalhadores) vieram assistir ao espetáculo e viram no teatro não só uma peça de teatro, mas sim um trecho da vida delas… As lembranças… Então isso gerou também uma aproximação e uma força do grupo”. Além disso, todos os membros do Pandora são moradores da região. Logo, partilham dessa história de resistência e buscam também a reabertura da Fábrica:...

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II Mostra de Teatro do CCJ, “Seguindo em Frente”, chega na Zona Norte
fev12

II Mostra de Teatro do CCJ, “Seguindo em Frente”, chega na Zona Norte

A partir do dia 20 de fevereiro, acontece a II Mostra de Teatro do CCJ, “Seguindo em Frente”. O festival, que conta com abrangência temática bastante diversificada, tem como objetivo inserir o Centro Cultural da Juventude na programação e calendário do Teatro Brasileiro. Nesta edição, serão apresentados nove espetáculos e, dentre eles, sete são de grupos cooperados. Além disso, a Mostra é realizada em parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro. A programação vai até o dia 13 de março. Confira os espetáculos que serão apresentados no Anfiteatro do CCJ: JOÃO COME FEIJÃO, Cia. Mariza Basso Formas Animadas Um vendedor com sua banca de bugigangas anuncia seus produtos: – Venham para a Banca de Preciosidades. Quem vai querer? Quem vai querer? Ombreiras do vestido da Irmã Malvada da Cinderela, finos tecidos do Oriente, os sapatos pretos do homem do sapato branco, conchas prateadas… Outro vendedor anuncia: – Feijões, feijões baratos! Feijão Marrom, marronzinho! Graúdos feijões. Quem vai querer? Alimenta e faz crescer! Nesse divertido encontro, o ambulante conta como se tornou o maior vendedor de feijões do mundo e com a ajuda do vendedor de preciosidades utiliza as bugigangas da banca para narrar às aventuras do menino pobre que sonhava com dinheiro e poder. “João Come Feijão” é inspirado no conto de fadas de  Joseph Jacobs: “João e o pé de Feijão”. Dia 20/02, sábado, 17h. Anfiteatro (Livre para todas as idades. 45 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)   CURRA, TEMPEROS SOBRE MEDÉIA, Grupo Contadores de Mentira. “Curra – Temperos Sobre Medéia” é uma celebração Orixá sobre o mito clássico estreado em 2008. Um terreiro, uma arena, um banquete, bebida, comida, pés descalços para celebrar o efêmero. Este espetáculo é um caminho antropológico iniciado em 1995 pelo grupo Contadores de Mentira, de Suzano. É baseado nas tradições do corpo encontrado nos rituais profanos e religiosos do oriente, do maracatu, dos brincantes populares e, neste espetáculo, nas tradições do candomblé e os mitos Orixás da Cultura Afro Brasileira. Em Curra – Temperos Sobre Medéia, o público não é apenas expectador e é convidado para um “outro lugar”. Dia 21/02, domingo, 18h. Anfiteatro (Não recomendado para menores de 12 anos. 80 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)   HISTÓRIA SEM TEMPO QUE CONTA O TEMPO, Cia. Patética Cecília, uma menina alegre e muito esperta, adora brincadeiras de meninos… que também podem ser de meninas… Oras bolas! Por que essa divisão? Nesse mundo há muitas coisas difíceis de entender. Por isso mesmo Cecília prefere imaginá-lo do seu...

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TODO FORÇA AOS ATORES DE “TÍTERES DESDE ABAJO”
fev12

TODO FORÇA AOS ATORES DE “TÍTERES DESDE ABAJO”

No dia 5 de fevereiro, dois artistas de teatro de marionetes do grupo “Títeres desde Abajo” foram presos em Madri durante uma apresentação artística, acusados de “enaltecer o terrorismo” por utilizarem uma placa satírica em relação à conjuntura internacional. É inaceitável que a arte e seu potencial transgressor sejam criminalizados! Portanto, a Cooperativa Paulista de Teatro vem manifestar seu total apoio aos artistas que foram encarcerados – eles estão com seus bonecos mantidos sob custódia e até agora respondem a inúmeros processos impostos pelo Judiciário. É necessário que o Estado garanta a liberdade de expressão!...

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Estamos desaparecendo! Ou reagimos ou sumimos…puff!
fev05

Estamos desaparecendo! Ou reagimos ou sumimos…puff!

O IPHAN, órgão do Ministério da Cultura que tem a missão de preservar o patrimônio cultural brasileiro, diz que não tem instrumentos jurídicos para conter a mão pesada e endinheirada da especulação imobiliária e, com isso, declara sua incapacidade de preservar o Teatro Oficina das ambições milionárias da SISAN. O “Oficina de José Celso Martinez Corrêa, o Oficina do escândalo brasileiro universal do Rei da Vela de Oswald de Andrade, o Oficina dos atores espancados por paramilitares em 1968, quando da encenação de Roda viva de Chico Buarque!” como bem disse o Tales Ab’Sáber. Portanto, sugerimos ao Ministro Juca Ferreira que não entre nessa esparrela jurídica da impossibilidade instrumental sempre utilizada pelos poderosos para nos suprimir do mapa e que reaja com firmeza nessa ação que se torna emergencial e urgente. Que o ministro se interponha de todas as maneiras junto a presidenta da republica e aos órgãos de governo para esse enfrentamento contra a especulação imobiliária, que todos sabem servir de dinheiro às campanhas políticas de quase tudo quanto é legenda desse país! Que a luta pela preservação de nosso patrimônio seja mais forte que as forças financeiras que só visam o lucro e benefícios particulares. Se isso não for possível, então que se feche o IPHAN já que não serve pra defender o óbvio… Bora pra luta! Bora brigar um pouco, porque os governos sempre passam e nós continuaremos aqui. Seguimos na luta pelo não encaixotamento do oficina! ‪#‎juntoscomzecelso‬ ‪#‎teatrooficinaresiste‬...

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Regulamentada isenção de IPTU para pequenos teatros em São Paulo

No último dia 13, o Diário Oficial do Município trouxe em sua primeira página o Decreto nº 56.765/2016, que regulamenta a Lei nº 16.173/2015, criando a possibilidade de isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para espaços culturais e teatros. A luta para a conquista da Lei em questão, de sua sanção pelo prefeito Fernando Haddad e, agora, sua regulamentação, foi encabeçada pelo MOTIN – Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo e apoiada pela Cooperativa. Desde 2012 os artistas lutam para avançar com esta pauta, que em 2014 foi transformada em Projeto de Lei Municipal, aprovada na Câmara em 2015. O decreto regulamentatório (que pode ser lido abaixo na íntegra) define os critérios para espaços culturais e teatros que podem requerer a isenção do imposto. Teatros com no mínimo dois anos de atividade, com até 400 lugares e entrada diretamente para a rua ou para galerias de livre circulação, excluídos os espaços dentro de shopping centers. O valor concreto e simbólico desta vitória são conquistas de toda a classe artística e, em última instância, de todos os cidadãos da cidade de São Paulo.     DECRETO Nº 56.765, DE 12 DE JANEIRO DE 2016 (conforme publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo em 13 de janeiro de 2016) Regulamenta a Lei nº 16.173, de 17 de abril de 2015, que concede isenção de Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU aos imóveis em que se estabelecem teatros e espaços culturais. FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, D E C R E T A: Art. 1º A Lei nº 16.173, de 17 de abril de 2015, que concede isenção de Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU aos imóveis em que se estabelecem teatros e espaços culturais nas condições que especifica, fica regulamentada nos termos deste decreto. Art. 2º Ficam isentos de Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU os imóveis utilizados exclusiva ou predominantemente como teatros ou espaços culturais, cuja finalidade seja a realização de espetáculos de artes cênicas, e que apresentem, cumulativamente, as seguintes características: I – caráter artístico e cultural, nos termos do § 2º deste artigo; II – acesso direto por logradouro público ou espaço semipúblico de circulação em galerias; III – capacidade de público, por sala, de até 400 (quatrocentas) pessoas sentadas. § 1º É vedada a concessão da isenção regulamentada nos termos deste decreto aos teatros e espaços culturais que sejam administrados ou geridos por: I – partidos políticos; II – empresas sem fins culturais. § 2º Consideram-se de caráter artístico e cultural os teatros e espaços culturais que desenvolvam...

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