II Mostra de Teatro do CCJ, “Seguindo em Frente”, chega na Zona Norte

A partir do dia 20 de fevereiro, acontece a II Mostra de Teatro do CCJ, “Seguindo em Frente”. O festival, que conta com abrangência temática bastante diversificada, tem como objetivo inserir o Centro Cultural da Juventude na programação e calendário do Teatro Brasileiro. Nesta edição, serão apresentados nove espetáculos e, dentre eles, sete são de grupos cooperados. Além disso, a Mostra é realizada em parceria com a Cooperativa Paulista de Teatro.

A programação vai até o dia 13 de março. Confira os espetáculos que serão apresentados no Anfiteatro do CCJ:

JOÃO COME FEIJÃO, Cia. Mariza Basso Formas Animadas

Um vendedor com sua banca de bugigangas anuncia seus produtos:
– Venham para a Banca de Preciosidades. Quem vai querer? Quem vai querer?
Ombreiras do vestido da Irmã Malvada da Cinderela, finos tecidos do Oriente, os sapatos pretos do homem do sapato branco, conchas prateadas… Outro vendedor anuncia:
– Feijões, feijões baratos! Feijão Marrom, marronzinho! Graúdos feijões. Quem vai querer? Alimenta e faz crescer!
Nesse divertido encontro, o ambulante conta como se tornou o maior vendedor de feijões do mundo e com a ajuda do vendedor de preciosidades utiliza as bugigangas da banca para narrar às aventuras do menino pobre que sonhava com dinheiro e poder.
“João Come Feijão” é inspirado no conto de fadas de  Joseph Jacobs: “João e o pé de Feijão”.

Dia 20/02, sábado, 17h. Anfiteatro (Livre para todas as idades. 45 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

CURRA, TEMPEROS SOBRE MEDÉIA, Grupo Contadores de Mentira.

“Curra – Temperos Sobre Medéia” é uma celebração Orixá sobre o mito clássico estreado em 2008. Um terreiro, uma arena, um banquete, bebida, comida, pés descalços para celebrar o efêmero. Este espetáculo é um caminho antropológico iniciado em 1995 pelo grupo Contadores de Mentira, de Suzano. É baseado nas tradições do corpo encontrado nos rituais profanos e religiosos do oriente, do maracatu, dos brincantes populares e, neste espetáculo, nas tradições do candomblé e os mitos Orixás da Cultura Afro Brasileira. Em Curra – Temperos Sobre Medéia, o público não é apenas expectador e é convidado para um “outro lugar”.

Dia 21/02, domingo, 18h. Anfiteatro (Não recomendado para menores de 12 anos. 80 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

HISTÓRIA SEM TEMPO QUE CONTA O TEMPO, Cia. Patética

Cecília, uma menina alegre e muito esperta, adora brincadeiras de meninos… que também podem ser de meninas… Oras bolas! Por que essa divisão? Nesse mundo há muitas coisas difíceis de entender. Por isso mesmo Cecília prefere imaginá-lo do seu jeito. O mundo adulto é muito complicado. Como é que pode ter sol, chuva, frio e calor tudo num mesmo dia? Nessa busca entre tantas perguntas, Cecília resolve consultar sua avó, pois como ela já viveu muito tempo. Na verdade, a avó não conhece uma resposta, mas ela sabe que o tempo é feito de histórias. E quantos vão passar por essas histórias… Será que alguém terá a resposta? O espetáculo se utiliza da linguagem do Teatro de Bonecos para mostrar que a nossa inteligência e os nossos sentimentos só têm valor e poder quando cada um aproveita melhor o tempo que tem.

Dia 27/02, sábado, 17h. Anfiteatro (Livre para todas as idades. 50 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

AQUILO QUE ME ARRANCARAM FOI A ÚNICA COISA QUE ME RESTOU, A Motosserra Perfumada

O espetáculo narra a trajetória de Matheus, um jovem despedaçado que corre batendo de porta em porta para reaver com amigos, familiares, amores, pedaços do seu corpo (fígado, braços, perna, coração, etc.). Cada um dos órgãos pode ser visto como metáfora de temas afetivos e existenciais da vida do personagem e do público. Seu principal objetivo é reconquistar com seu Pai os seus olhos para conseguir chorar.

Dia 28/02, domingo, 18h. Anfiteatro (Não recomendado para menores de 18 anos. 120 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

A MENINA DA CABEÇA DE BOLA, Teatro da Neura

A peça parte do princípio ao respeito à poética visual impressa nas ilustrações de “A Menina da Cabeça de Bola” e a necessidade de tratar-se com leveza temas pesados. Assim, nada é exatamente o que parece, emoções se materializam e se transformam ao longo do espetáculo com a revelação de  objetos, cenário e figurinos.

Dia 05/03, sábado, 17h. Anfiteatro (Livre para todos os públicos. 45 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

PORQUE AS MULHERES CHORAM, Grupo Refinaria Teatral

Uma voz abafada. Um corpo flagelado, amarrado. Uma mulher resistente, que resiste aos constantes ataques de gênero, tenta falar, mas não é ouvida, tenta se mover, mas amarraram, mesmo assim ela continua de pé! Cansada aceita a ajuda de uma desconhecida, que lhe ensina como se enquadrar no patriarcado, lhe ensina as regras do sistema, lhe ensina a ser o modelo ideal de mulher, um modelo imposto. Agindo como todos querem ela ganha sua voz, ganha seus movimentos e consegue despejar o que esta preso em sua alma. A desconhecida agora consciente grita, mas som nenhum sai de sua boca, consciente ela perde a voz, é calada. E novamente tudo se inicia…

Dia 06/03, domingo, 18h. Anfiteatro (Não recomendado para menores de 16 anos. 85 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

AMADA, MAIS CONHECIDA COMO MULHER E TAMBÉM CHAMADA DE MARIA, Cia. Artehúmus de Teatro

Narrativa de uma mulher que teve cento e oitenta milhões de filhos. Dona de várias faces, ora ela é Maria, uma mulher comum; ora é Amada, uma pátria-mãe que se prostitui quando necessário. De todos os filhos, Chico é aquele que não sai de sua memória. Quem é Chico?

Dia 08/03, terça, 20h. Anfiteatro (Livre para todos os públicos. 80 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

EM BUSCA DO INGREDIENTE SECRETO, Cia. Chica e Olga

Duas palhaças-cozinheiras, Chica e Olga, vivem uma grande aventura em busca de um ingrediente secreto. O desafio é preparar uma receita incrível e vencer o Festival Gastronômico da Tia Gertrudes. Com o surpreendente Fogão Maravilhoso, elas percorrem lugares inimagináveis em um piscar de olhos e convidam todos os espectadores a viajarem nesta jornada.

Dia 12/03, sábado, 17h. Anfiteatro (Não recomendado para menores de 03 anos. 50 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

ACORDES, Cia. Cênica

Em 31 de março de 1964, tropas paulistas e mineiras marcham pela Guanabara. É o começo da “revolução”? É a Ditadura Militar! Os acordes distorcidos das metralhadoras, dos desaparecidos, das repressões físicas e intelectuais transformam-se nos acordes musicais que ultrapassam gerações e não nos deixam esquecer de um tempo em que falar sobre flores é quase um crime! Acordes faz um passeio musical pelas décadas de 1960 e 1970, propondo reflexões sobre os “anos de chumbo” da história do Brasil. Num intenso entre cantar, reviver, declamar e encenar, os atores trazem à tona o trágico desta história, o que não se pode apagar, o que não se pode repetir.

Dia 13/03, domingo, 16h. Calçadão Douglas Rodrigues (Não recomendado para menores de 14 anos. 60 minutos. Necessário retirar ingresso a partir de uma hora antes do início do espetáculo, até dois por pessoa)

 

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Autor(a): Imprensa CPT

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