CIA CORPOS NÔMADES

 

Cia. Corpos Nômades em "OOZE/EZOO"
(Foto de Henk Nieman)

História

 

 

João Andreazzi iniciou seu trabalho como ator, performer, bailarino e coreógrafo na década de oitenta. De 1996 a 1999 viveu na Holanda, onde, com a bolsa da CAPES, além de cursar a School for New Dance and Development (curso de 2 anos para profissionais), desenvolveu trabalhos de dança contemporânea como intérprete e coreógrafo. Em 2000, já de volta ao Brasil, funda a CIA Corpos Nômades, com a proposta de pensar, vivenciar e experimentar a diversidade cultural contemporânea e suas influências nas expressões provenientes do corpo e do meio que o envolve. Busca através da fusão de diferentes formas de representação atingir múltiplos meios de percepção e sensibilização dos intérpretes e do público, proporcionando novas possibilidades de ação e interação para ambos.
Os espetáculos da companhia e o trabalho de João Andreazzi, têm estado presentes em importantes acontecimentos das artes cênicas, tais como: Porto Alegre em Cena, American Dance Festival, Nederlandse Dans Dagen, Festival de Teatro de Curitiba(Mostra Oficial), Mostra Internacional de Dança-SESC/SP, Balaio Brasil, Bienal Sesc de Dança, Rumos Itaú Cultural-Dança, Semanas de Dança no Centro Cultural São Paulo, Panorama SESI de Dança, Mostra internacional de artes Mediterrâneo-SESC SP e 4 Movimentos Centro Cultural Banco  do Brasil Rio de Janeiro. Recebeu alguns prêmios e indicações, como APCA, Mambembe e Prêmio Estímulo Flávio Rangel.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Repertório

 

- AOS OLHOS DE ALGUÉM - solo – 1999 – Premio APCA(Associação Paulista Críticos de Arte)
Nova versão do trabalho estreado em Amsterdam em 1997 "Under One's Very Eyes - Sob os Olhos de Alguém", inspirada no sentimento de apego/desapego. Aos Olhos de Alguém, refere-se ao transitório, ao instável e à sensação de perda, de busca e de apego/desapego. As impressões e os sentimentos que ficam e vão no trajeto que estabelecemos no decorrer da vida. Lembranças, registros fotográficos que fazem conexões diretas com a memória. As sensações de perda, de busca e de apego/desapego foram as fontes de inspiração desse trabalho. Um slide antigo remetendo à infância (foto de família de 1968) re-elabora a noção de presente, passado e futuro. Esses conceitos se condensam ainda pela projeção de vídeos, slides e figuras num retroprojetor.

- OOZE/EZOO (ES - CO - AR) - grupo - 2000 e 2001 –Mostra Oficial do Festival de Teatro  de Curitiba
O texto "Pioravante Marche", de Samuel Beckett, é uma das inspirações para a coreografia e do rap (ritmo e poesia). Elementos da cultura Hip-Hop (dj, b.boy, rapper e o grafiteiro) são incorporados de forma a contextualizar as situações. "OOZE/EZOO" trabalha com as referências surgidas no trânsito entre realidade e virtualidade, entre o estável e não estável. As mudanças que o corpo realiza com o meio que o envolve, um interferindo no outro. Busca-se deixar fluir os sentidos do corpo e deslocar os enfoques do movimento no espaço cênico. Com o auxílio do vídeo, revelar o corpo e ampliar a noção espaço/tempo. A experiência corporal do espetáculo visa "retratar" a vivência atual do homem; no que ela pode alimentar o olhar, a percepção, a reflexão e enriquecer o conhecimento e a própria dança.

 

 

OOZE/EZOO- foto:Henk Nieman

 

 

- REMIX PÔS-TER - grupo – 2003 – Encena Brasil - FUNARTE
(Foto de Cris Villares)
Um espetáculo que integra : dança contemporânea, vídeo arte, grafite, rap e música eletrônica. Nesse espetáculo se "remixará" os elementos que a Cia utiliza como meio de investigação cênica que são: improvisação como processo cênico; o corpo e a cultura que o envolve; dramaturgia do corpo e o "sampleamento" de imagens, movimentos e sons. Além da surpresa que causam essas junções em relação ao próprio estilo de ver a arte contemporânea, raptam nosso pensamento para uma direção bastante definida: que o corpo humano possui múltiplas inteligências, ou seja, algumas pessoas se conectam mais com a música, outras com o movimento, tantas outras com o texto e por ai vai. Uma coreografia que mixa diferentes formas de representação do corpo, onde a velocidade dos fatos desencadeiam uma mudança na forma de perceber o mundo e de assistir nossa contemporaneidade. Justifica-se essa montagem, pensando na necessidade de experimentação utilizando múltiplas formas de representação do corpo, aguçando a percepção do público e dos artistas envolvidos. Pensar o Corpo, como figura, imagem, desejo e personagem, utilizando-se para isso os 5 referenciais/momentos como estimulo para os intérpretes: 1 - Sexo ! Real ou virtual !? 2 - FOME!!! Prenda ou predador?? 3 - Crença ? Close your eyes! 4 - Fashionable - Supérfluo!? 5- Cultura!! - Periferia X Centro !

- CENAS CORPOS NÔMADES - grupo - 2003 e 2004 – Prêmio Estímulo-Dança Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo.  
Este espetáculo consiste em uma serie de cenas que a Cia Corpos Nômades amalgamou em um espetáculo, com uma grande abertura para modificações, de acordo com o evento, espaço, situação, define-se "Cenas Corpos Nômades",como sendo um espetáculo "nômade", que se transforma, que experimenta, que investiga, cenas novas e de repertorio, sendo modificando a cada apresentação. Envolvendo: bailarinos, DJ, música eletrônica, grafiteiro, rapper, vídeo arte e o público, integrando ao roteiro cenas do repertorio da Cia e o sampleamento de imagens, movimentos e sons que ocorrerão durante a apresentação.

- HYPERBOLIKÓS - grupo – 2004  -  Prêmio Rumos Itaú Cultural 
(Fotos de Henk Nieman  )
Em HYPERBOLIKÓS a obra de Paulo Leminski é a referência essencial para a criação cênica, em que os elementos da dança, do teatro, da música (pré-gravada e ao vivo) e de projeções servem para retratar a temática existencial que ele aborda, numa leitura conectada à maneira de Leminski expressar/manifestar-se, absorvendo sua irreverência e o ritmo aguçado e afiado de suas palavras/idéias a respeito da vida, do amor, da perda, das descobertas, das conquistas, da morte, do mundo e do sentido e sentimento do humano.

Hyperbolikós - Foto Henk Nieman

 

NOCAUTE – 2004 – solo - Prêmio  Braços e Pernas pela Cidade de SP -SMCSP

Um corpo, à espera de algo que altere seu estado atual, de paralisação ou movimento... um corpo que reage na mesma medida da ação que recebe... um corpo que  acelera e desacelera conforme as forças impostas nele e por ele.Partindo dos princípios da Mecânica, ciência que trata do movimento e do equilíbrio das forças envolvidas nele, busca-se um diálogo do corpo com a sua causalidade física, e os conflitos gerados a partir dela relacionados à gravidade (horizontalidade x verticalidade), o uso das alavancas corporais, e a interação entre as forças externas (espaciais - contato com o chão) e internas (contato com os sistemas corporais). Dando assim,  prosseguimento à uma pesquisa em dança contemporânea relacionada ao floor work, ao corpo/intérprete,  a dramaturgia do corpo, ao sampleamento de imagens, movimentos e sons.

 Nocaute - Foto:Henk Nieman

 

- ALGUM LUGAR FORA DO MUNDO –  2005- grupo – Prêmio APCA

Um espetáculo-instalação com formato de um acampamento/performático, onde o público participa ativamente no desenvolvimento do enredo instalando-se nas barracas que funcionarão como relicários. Os intérpretes, auxiliados por elementos da dança, do teatro, da música, da literatura (Rimbaud, Artaud, Baudelaire,  Cocteau, Mallarmé, Domenico de Masi e Eco) e do cinema (Buñuel e Jean Cocteau) transmitirão essa sensação de algum lugar fora do mundo. Mostrando em uma polifonia cênica e plástica, diferentes olhares para as questões que permeiam o nosso cotidiano intenso, diverso, desigual e inexaurível. Esse acampamento surgiu tendo como inspiração alguns ideários que animaram o espírito nômade do homem: a emergência do novo, o resgate do humano, a posição do individuo no coletivo, as digladiações (liberdade/prisão, amor/ódio, morte/vida; crença/ceticismo; constância/ inconstância, riqueza/ pobreza, passado/ futuro,“ errância”/ enraizamento, apego/ desapego).

Algum Lugar Fora do Mundo - foto:Roberto Souza

 

ELENCO:

Denise da Conceição

Fabíola Camargo

João Andreazzi

Marina Lopes

Zezinho Alves

Adega Olmos

Beto Amorim

Norma Gabriel

Nina Brown- Rapper

DJ Dan Dan

Slick - DJ

Tota - Grafiteiro

Trompetista: João Lenhari

Trilha Sonora: Vanderlei Lucentini e Loop B

Iluminador: Décio Filho

Figurinista: Raquel Centeno

Projeções e Assistência de Produção: Ricardo Silva

Apoio Cultural e Agradecimentos: Biblioteca Jenny Klabin Segall, Centro Cultural São Paulo, Museu Lasar Segall, SESC-SP, Cooperativa Paulista de Teatro, Cantina D´Amico Piolin,  Planeta´s Restaurante, Cantina Luna di Capri e todos que contribuíram direta ou indiretamente conosco.