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- AOS OLHOS DE ALGUÉM - solo – 1999 – Premio APCA(Associação
Paulista Críticos de Arte)
Nova versão do trabalho estreado em Amsterdam em 1997 "Under One's
Very Eyes - Sob os Olhos de Alguém", inspirada no sentimento de
apego/desapego. Aos Olhos de Alguém, refere-se ao transitório, ao
instável e à sensação de perda, de busca e de apego/desapego. As
impressões e os sentimentos que ficam e vão no trajeto que
estabelecemos no decorrer da vida. Lembranças, registros fotográficos
que fazem conexões diretas com a memória. As sensações de perda, de
busca e de apego/desapego foram as fontes de inspiração desse
trabalho. Um slide antigo remetendo à infância (foto de família de
1968) re-elabora a noção de presente, passado e futuro. Esses
conceitos se condensam ainda pela projeção de vídeos, slides e figuras
num retroprojetor.
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OOZE/EZOO (ES - CO - AR) - grupo - 2000 e 2001 –Mostra Oficial do
Festival de Teatro de Curitiba
O
texto "Pioravante Marche", de Samuel Beckett, é uma das inspirações
para a coreografia e do rap (ritmo e poesia). Elementos da cultura
Hip-Hop (dj, b.boy, rapper e o grafiteiro) são incorporados de forma a
contextualizar as situações. "OOZE/EZOO" trabalha com as referências
surgidas no trânsito entre realidade e virtualidade, entre o estável e
não estável. As mudanças que o corpo realiza com o meio que o envolve,
um interferindo no outro. Busca-se deixar fluir os sentidos do corpo e
deslocar os enfoques do movimento no espaço cênico. Com o auxílio do
vídeo, revelar o corpo e ampliar a noção espaço/tempo. A experiência
corporal do espetáculo visa "retratar" a vivência atual do homem; no
que ela pode alimentar o olhar, a percepção, a reflexão e enriquecer o
conhecimento e a própria dança.

OOZE/EZOO-
foto:Henk Nieman
- REMIX PÔS-TER - grupo – 2003 – Encena Brasil - FUNARTE
(Foto de
Cris Villares)
Um espetáculo que integra : dança contemporânea, vídeo arte, grafite,
rap e música eletrônica. Nesse espetáculo se "remixará" os elementos
que a Cia utiliza como meio de investigação cênica que são:
improvisação como processo cênico; o corpo e a cultura que o envolve;
dramaturgia do corpo e o "sampleamento" de imagens, movimentos e sons.
Além da surpresa que causam essas junções em relação ao próprio estilo
de ver a arte contemporânea, raptam nosso pensamento para uma direção
bastante definida: que o corpo humano possui múltiplas inteligências,
ou seja, algumas pessoas se conectam mais com a música, outras com o
movimento, tantas outras com o texto e por ai vai. Uma coreografia que
mixa diferentes formas de representação do corpo, onde a velocidade
dos fatos desencadeiam uma mudança na forma de perceber o mundo e de
assistir nossa contemporaneidade. Justifica-se essa montagem, pensando
na necessidade de experimentação utilizando múltiplas formas de
representação do corpo, aguçando a percepção do público e dos artistas
envolvidos. Pensar o Corpo, como figura, imagem, desejo e personagem,
utilizando-se para isso os 5 referenciais/momentos como estimulo para
os intérpretes: 1 - Sexo ! Real ou virtual !? 2 - FOME!!! Prenda ou
predador?? 3 - Crença ? Close your eyes! 4 - Fashionable - Supérfluo!?
5- Cultura!! - Periferia X Centro !
- CENAS CORPOS NÔMADES - grupo - 2003 e 2004 – Prêmio
Estímulo-Dança Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São
Paulo.
Este
espetáculo consiste em uma serie de cenas que a Cia Corpos Nômades
amalgamou em um espetáculo, com uma grande abertura para modificações,
de acordo com o evento, espaço, situação, define-se "Cenas Corpos
Nômades",como sendo um espetáculo "nômade", que se transforma, que
experimenta, que investiga, cenas novas e de repertorio, sendo
modificando a cada apresentação. Envolvendo: bailarinos, DJ, música
eletrônica, grafiteiro, rapper, vídeo arte e o público, integrando ao
roteiro cenas do repertorio da Cia e o sampleamento de imagens,
movimentos e sons que ocorrerão durante a apresentação.
- HYPERBOLIKÓS - grupo – 2004 - Prêmio Rumos Itaú Cultural
(Fotos de Henk Nieman )
Em
HYPERBOLIKÓS a obra de Paulo Leminski é a referência essencial para a
criação cênica, em que os elementos da dança, do teatro, da música
(pré-gravada e ao vivo) e de projeções servem para retratar a temática
existencial que ele aborda, numa leitura conectada à maneira de
Leminski expressar/manifestar-se, absorvendo sua irreverência e o
ritmo aguçado e afiado de suas palavras/idéias a respeito da vida, do
amor, da perda, das descobertas, das conquistas, da morte, do mundo e
do sentido e sentimento do humano.
 
Hyperbolikós - Foto Henk Nieman
NOCAUTE – 2004 – solo - Prêmio Braços e Pernas pela Cidade de SP -SMCSP
Um
corpo, à espera de algo que altere seu estado atual, de paralisação ou
movimento... um corpo que reage na mesma medida da ação que recebe...
um corpo que acelera e desacelera conforme as forças impostas nele e
por ele.Partindo dos princípios da Mecânica, ciência que trata do
movimento e do equilíbrio das forças envolvidas nele, busca-se um
diálogo do corpo com a sua causalidade física, e os conflitos gerados
a partir dela relacionados à gravidade (horizontalidade x
verticalidade), o uso das alavancas corporais, e a interação entre as
forças externas (espaciais - contato com o chão) e internas (contato
com os sistemas corporais). Dando assim, prosseguimento à uma
pesquisa em dança contemporânea relacionada ao floor work, ao
corpo/intérprete, a dramaturgia do corpo, ao sampleamento de imagens,
movimentos e sons.
 
Nocaute
- Foto:Henk Nieman
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ALGUM LUGAR FORA DO MUNDO – 2005- grupo – Prêmio APCA
Um
espetáculo-instalação com formato de um acampamento/performático, onde
o público participa ativamente no desenvolvimento do enredo
instalando-se nas barracas que funcionarão como relicários. Os
intérpretes, auxiliados por elementos da dança, do teatro, da música,
da literatura (Rimbaud, Artaud, Baudelaire, Cocteau, Mallarmé,
Domenico de Masi e Eco) e do cinema (Buñuel e Jean Cocteau)
transmitirão essa sensação de algum lugar fora do mundo. Mostrando em
uma polifonia cênica e plástica, diferentes olhares para as questões
que permeiam o nosso cotidiano intenso, diverso, desigual e
inexaurível. Esse acampamento surgiu tendo como inspiração alguns
ideários que animaram o espírito nômade do homem: a emergência do
novo, o resgate do humano, a posição do individuo no coletivo, as
digladiações (liberdade/prisão, amor/ódio, morte/vida;
crença/ceticismo; constância/ inconstância, riqueza/ pobreza, passado/
futuro,“ errância”/ enraizamento, apego/ desapego).
 
Algum
Lugar Fora do Mundo -
foto:Roberto Souza
ELENCO:
Denise da Conceição
Fabíola Camargo
João Andreazzi
Marina Lopes
Zezinho Alves
Adega Olmos
Beto Amorim
Norma Gabriel
Nina Brown- Rapper
DJ Dan Dan
Slick - DJ
Tota - Grafiteiro
Trompetista: João Lenhari
Trilha Sonora: Vanderlei Lucentini e Loop B
Iluminador: Décio Filho
Figurinista: Raquel Centeno
Projeções e Assistência de Produção: Ricardo Silva
Apoio Cultural e Agradecimentos:
Biblioteca Jenny Klabin Segall, Centro Cultural São Paulo, Museu Lasar
Segall, SESC-SP, Cooperativa Paulista de Teatro, Cantina D´Amico
Piolin, Planeta´s Restaurante, Cantina Luna di Capri e todos que
contribuíram direta ou indiretamente conosco.
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