Matéria

A História da COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO

na voz de seus Fazedores

As duas entrevistas aqui reunidas, a primeira com Luiz Carlos Moreira e a segunda com Luiz Amorim, figuras basilares na história da CPT, foram transcriadas e organizadas por Alexandre Mate contando com o valioso apoio de Kiko Rieser e Natalia Siufi.

Faziam parte do projeto editorial 30 Anos da CPT, mas acabaram não sendo publicadas. É o próprio Alexandre Mate quem nos fala sobre o sentido deste material: “A publicação de um material como este, dentre outras tantas funções, pretende tornar pública uma história repleta de interstícios e de lances interessantes, além de ajudar a construir uma memória coletiva, de natureza cultural e política.”

TRANSCRIAÇÃO DA ENTREVISTA DE LUIZ CARLOS MOREIRA

Foto e transcrição: Natália Siufi. Transcriação: Alexandre Mate, autorizada pelo colaborador em 8 de abril de 2009.

Bom, a Cooperativa foi fundada em 1979. Meu primeiro trabalho, digamos, de grupo foi desenvolvido no Apoena, em 1979. Na década de 1980 o grupo foi rebatizado e passou-se a chamar Engenho. Politicamente, naquela ocasião, eu não estava ligado a nenhuma tendência, mas havia um intenso movimento político. Eu não sou muito bom de data, talvez eu embaralhe coisa que aconteceu um pouco depois ou antes, com relação a algumas questões que são fundamentais, no meu entender para o surgimento da Cooperativa. Em 1977 ou 1978 ocorreu a regulamentação da profissão de ator. A tal lei 6533... De alguma forma, participei das discussões que levaram à criação dessa lei, da regulamentação da profissão. Então, ironia, uma categoria profissional consegue se juntar em uma ditadura militar e regulamentar sua profissão. Em alguns sentidos essa conquista é extremamente conservadora, a começar pelo famigerado registro de DRT. >Ler Matéria Na Íntegra<

TRANSCRIAÇÃO DA ENTREVISTA DE Luiz Amorim

Quem sou eu? Bom... O que sou até hoje: um ator. Um ator, dentro de um grupo, na Cooperativa. Eu já tinha participado de um grupo antes, que se chamava Pó de Guaraná, dirigido pelo Ayrton Salvagnini. E já havia feito parte, também, de um grupo que se chamava Das Quantas. Era um pessoal que estava terminando a Escola de Arte Dramática (EAD), cujo espetáculo correspondia à montagem de final de curso. Foi quando eu entrei na Cooperativa pela primeira vez, mas não fiquei, saí. Antes de ser diretor da Cooperativa eu era ator. Antes do Pó de Guaraná, eu era ator. . Fiz faculdade de psicologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), mas não terminei. No fim do quarto ano, fui viajar. Tinha vontade de fazer cursos de especialização em psicologia, principalmente o método de psicologia corporal, de que eu gostava muito, e que havia começado a estudar. >Ler Matéria Na Íntegra<

Foto: João Caldas. Transcrição: Eric (Kiko) Rieser. Transcriação: Alexandre Mate, autorizada pelo colaborador em 30 de abril de 2009