A Cooperativa Paulista de Teatro já se anuncia em seu próprio nome. É uma associação estadual de pessoas que se unem para, de forma mútua e solidária, tornar possível a prática do teatro. E o teatro desnaturaliza: mostra que aquilo que se apresenta como fixo, eterno e natural foi feito por mãos humanas e pode ser refeito. É a arte da imaginação, da hipótese, daquilo que ainda não existe, mas pode vir a existir.
O fascismo, ao contrário, trava uma guerra contra essa experiência viva, aberta e inacabada. Ele combate a capacidade de sentir, acreditar, desejar, imaginar futuros, amar, inclusive amar quem se quiser amar. Em seu lugar, fetichiza uma abstração congelada: o sangue, a terra, a nação, o povo, conceitos apresentados como se fossem as coisas mais concretas e naturais do mundo, exigindo adesão absoluta e eliminando toda ambiguidade.
É por isso que, nestes tempos bicudos, a Cooperativa vem sendo atacada por todos os lados. Não apenas por representar uma categoria profissional, mas porque encarna uma forma de organização solidária e uma arte fundada na liberdade da imaginação, da crítica e da criação coletiva.

Defenda a Cooperativa.